domingo, 19 de março de 2017

Ruínas do Castelo de Montemor-o-Velho

MONTEMOR-O-VELHO (Portugal): Ruínas do castelo.

sábado, 11 de março de 2017

Castelo de Montemor-o-Velho

 MONTEMOR-O-VELHO (Portugal): Castelo.

O castelo de Montemor-o-Velho, está implantado num local que apresenta vestígios de ocupação muito antiga, provavelmente pré-histórica, todavia é certa a ocupação romana, atestada pelas pedras utilizadas na base da Torre de Menagem. As primeiras referências a este castelo, dão conta da sua reconquista aos árabes por volta de 848, mas cairia de novo nas mãos dos muçulmanos em 990, com nova reconquista cristã por volta de 1006, para voltar à posse árabe em 1026, e este alternar de conquistas e reconquistas só viria a estabilizar por volta de 1064, quando Fernando Magno reconquista toda a região, empurrando os árabes para lá do Mondego. Este castelo em conjunto com os de Miranda, Penela, Soure e Santa Eulália, formavam, no período da consolidação da independência do Condado Portucalence, uma cintura defensiva da cidade de Coimbra. Palco de muitas lutas, não só com os árabes, mas também devido às disputas entre os príncipes e reis de Portugal, e até nas invasões francesas, foi sendo reparado, ampliado e modificado ao logo dos séculos, mas se alguma coisa marca a história desta fortaleza, é o facto nela ter sido decidida a morte de Inês de Castro. Ao longo dos anos, a quebra progressiva do interesse militar deste tipo de estruturas, foi ditando ou o abandono ou a sua utilização com outros fins, neste caso chegou a existir no seu interior, um cemitério, junto à igreja da Alcáçova, que foi retirado em meados dos século XX. A partir de 1936 tem vido a ser conservado, foram reconstruídas muralhas, foi colocada instalação eléctrica e criada uma casa de chá no que resta do chamado, Paço das Infantas. Está classificado como Monumento Nacional. Para além do que este castelo tem para ver, da sua grande estrutura defensiva, no seu interior encontram-se as ruínas do antigo paço senhorial, a Igreja de Santa Maria da Alcáçova, a Capela de Santo António, a Igreja da Madalena e as ruínas da Capela de São João.

info: http://www.guiadacidade.pt/

sábado, 4 de março de 2017

Igreja de Santa Maria da Alcáçova

MONTEMOR-O-VELHO (Portugal): Igreja de Santa Maria da Alcáçova.

A igreja edificada dentro da alcáçova do Castelo de Montemor-o-Velho apresenta fachada marcada por grande sobriedade.O portal, rasgado em arco ogival, é encimado por pedras de armas do bispo-conde D. Jorge de Almeida. A sobrepujá-lo abre-se um óculo com moldura ressaltada, formada por círculos concêntricos. A frontaria é rematada por empena triangular, coroada por pequena cruz, tendo do lado direito uma curiosa torre sineira. A torre eleva-se acima da empena, de planta quadrangular com ventanas muito alongadas e terminada por coruchéu e pináculos nos ângulos. Lateralmente, abre-se uma porta manuelina, enquadrada por elegante arco polilobado.

info: http://www.infopedia.pt/

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Ruínas do Castelo de Montemor-o-Velho

MONTEMOR-O-VELHO (Portugal): Ruínas do castelo.

O lendário e valoroso Castelo de Montemor-o-Velho domina, do seu alto monte, a extensa e bela planície de arrozais do Baixo Mondego. Aqui se acolheram diferentes povos e culturas, existindo sinais materiais da passagem dos Romanos, como o testemunham alguns dos silhares de pedra integrados na base da torre de menagem desta fortaleza medieval. Vivendo os tempo conturbados das invasões bárbaras e, posteriormente, do mais calmo reinado visigótico, Montemor-o-Velho seria ocupada no século VIII pelos muçulmanos, que deixaram nesta região forte impressão da sua cultura. Reconquistada em 848 para as armas cristãs, através de Ramiro I de Leão e de seu tio, o abade João, este castelo do Baixo Mondego mudaria de mãos por diversas vezes até ao século XI. Numa dessas razias, a fortaleza foi particularmente afetada pela ação militar desencadeada pelo impetuoso exército árabe de Almançor. Em 1064, Fernando Magno reconquista, definitivamente, Coimbra e Montemor-o-Velho, avançando a linha da Reconquista Cristã até às margens do Rio Mondego. O governo militar desta região foi atribuído ao conde Sesnando, um moçárabe de Tentúgal. Arruinado e sem guarnição, o Castelo de Montemor-o-Velho seria restaurado por iniciativa de Afonso VI de Castela e Leão. Em 1095, a povoação recebia carta de foral, confirmada alguns anos mais tarde pelo conde D. Henrique. Restaurado e reforçado defensivamente, este castelo seria decisivo para suster os frequentes ataques árabes à região de Coimbra. Montemor volta a estar no centro da História portuguesa no decorrer do século XIII, quando o seu alcaide recusa prestar vassalagem a D. Afonso II, devido a desacordos testamentários entre este monarca e suas irmãs - D. Teresa e D. Mafalda - relativos à doação a estas do castelo. O conflito só foi sanado com a intervenção do papa. Este castelo do Baixo Mondego voltaria a ser pomo de discórdia nos conflitos que opuseram D. Sancho II e D. Afonso III, ou ainda na rebelião do infante D. Afonso, futuro D. Afonso IV, contra seu pai, o rei D. Dinis. A importância militar e estratégica deste castelo foi-se mantendo ao longo dos séculos. As suas grandes dimensões permitiram aquartelar mais de 5000 homens no seu interior e a chefia do castelo seria sempre exercida por proeminentes figuras da corte nacional.

info: http://www.infopedia.pt/

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