domingo, 31 de março de 2013

Marina de Vila Real de Santo António

VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO (Portugal): Porto de recreio.

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Palácio do Freixo

Palácio do Freixo by VRfoto
Palácio do Freixo, a photo by VRfoto on Flickr.

PORTO (Portugal): Palácio do Freixo.

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É mais uma marca viva da presença do artista italiano Nicolau Nasoni no Porto. O palácio data do século XVIII, mais precisamente de 1741, tendo sido mandado construir por um senhor abastado da região de Entre Douro e Minho, D. Jerónimo de Távora e Noronha, que possuía uma quinta no local (a Quinta do Freixo).
O palácio mostra a adaptação de um estilo novo e pessoal a um gosto tipicamente nacional, criando assim uma visão barroca intensa e rica, com modelações surpreendentes. O acentuado declive do terreno, à beira do rio Douro, não impediu Nasoni de tirar partido da riqueza cenográfica envolvente. Não só aproveitou este fator geográfico e natural da região de forma espetacular e ao gosto da época, como também rodeou a casa com diversos terraços dispostos em planos diferentes, constelados de belos jardins recheados de esculturas e fontanários de bom gosto barroco. Pelo seu programa decorativo, pode-se considerar o Palácio do Freixo como exemplar único na região do Porto na gramática arquitetónica barroca. Trata-se de um edifício de planta quadrangular, com quatro torreões salientes em cada ângulo, cobertos por telhados em pirâmide, muros ondulantes e várias escadarias, tanto interiores como exteriores. O maior desafio arquitetónico reside na disposição do palácio em quatro fachadas diferentes. (…)

Info: www.infopedia.pt/$palacio-do-freixo

Castelo de Mértola

Castelo de Mértola by VRfoto
Castelo de Mértola, a photo by VRfoto on Flickr.

MÉRTOLA (Portugal): Castelo de Mértola.

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No encontro do fluente caudal do Guadiana e do afluente da ribeira de Oeiras estabeleceu-se a milenar vila alentejana de Mértola. Na escarpa da margem direita desse rio fronteiriço, os diferentes povos que aqui se estabeleceram procuraram dotar o seu burgo de consistentes e eficazes defesas.Com efeito, a Myrtilis dos Romanos era uma próspera e influente cidade do Sul peninsular defendida por importante fortificação, o que não evitou o inevitável avanço de Suevos e Visigodos. Algum tempo depois, ventos de guerra sopravam do Norte de África e a invasão muçulmana expandiu-se rapidamente. Uma vez mais, Mértola caía sob o domínio de um outro povo e de uma nova cultura. A vila conserva ainda sinais da grandeza cultural das civilizações romana e islâmica. Cerca de cinco séculos mais tarde, a contraofensiva das armas cristãs fazia sentir a sua pressão sobre as margens do Guadiana. O crepúsculo do Islão em território nacional iria ocorrer nos meados do século XIII. Com efeito, Mértola é conquistada por D. Sancho II em 1238, doando este monarca o seu castelo à Ordem de Sant'Iago da Espada- monges-militares que já tinham na sua posse a defesa de outras localidades no Sul do País. Antes da sua transferência para Palmela, os Espatários fizeram de Mértola a sede da sua ordem. O Castelo de Mértola sofreu algumas metamorfoses ao longo dos séculos. Depois do seu perfil romanizado e islâmico, o castelo iria ter obras de monta até ao século XIV. O mestre João Fernandes ergue a torre de menagem em 1292, bela edificação reforçada por cunhais de cantaria e com a parte superior ameada. Acede-se por porta ogival a uma ampla e alta sala, coberta por abóbada ogival de cruzaria. Atualmente, esta sala conserva um valioso espólio de pedras lavradas das épocas romana, visigótica, islâmica e portuguesa até ao século XVIII.
D. Dinis manda edificar a cerca que protegia o burgo, enquanto os seus sucessores - D. Afonso IV e D. Pedro I- prosseguem a melhoria das suas defesas. Apesar da sua posição estratégica, o Castelo de Mértola perde importância e o abandono a que foi sujeito estende-se às suas muralhas. Do recinto castrense, para além da já mencionada altiva torre de menagem trecentista, subsistem uma outra torre menor e alguns cubelos defensivos que reforçam os arruinados panos de muralha e que se estendem até à vila, para além de outras edificações defensivas, algumas das quais revelando estruturas e materiais romanos e árabes. No centro da praça de armas encontra-se a cisterna, coberta por uma abóbada de berço.

info: www.infopedia.pt/$castelo-de-mertola

Torre de menagem do Castelo de Mértola

MÉRTOLA (Portugal): Castelo de Mértola.

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No encontro do fluente caudal do Guadiana e do afluente da ribeira de Oeiras estabeleceu-se a milenar vila alentejana de Mértola. Na escarpa da margem direita desse rio fronteiriço, os diferentes povos que aqui se estabeleceram procuraram dotar o seu burgo de consistentes e eficazes defesas.Com efeito, a Myrtilis dos Romanos era uma próspera e influente cidade do Sul peninsular defendida por importante fortificação, o que não evitou o inevitável avanço de Suevos e Visigodos. Algum tempo depois, ventos de guerra sopravam do Norte de África e a invasão muçulmana expandiu-se rapidamente. Uma vez mais, Mértola caía sob o domínio de um outro povo e de uma nova cultura. A vila conserva ainda sinais da grandeza cultural das civilizações romana e islâmica. Cerca de cinco séculos mais tarde, a contraofensiva das armas cristãs fazia sentir a sua pressão sobre as margens do Guadiana. O crepúsculo do Islão em território nacional iria ocorrer nos meados do século XIII. Com efeito, Mértola é conquistada por D. Sancho II em 1238, doando este monarca o seu castelo à Ordem de Sant'Iago da Espada- monges-militares que já tinham na sua posse a defesa de outras localidades no Sul do País. Antes da sua transferência para Palmela, os Espatários fizeram de Mértola a sede da sua ordem. O Castelo de Mértola sofreu algumas metamorfoses ao longo dos séculos. Depois do seu perfil romanizado e islâmico, o castelo iria ter obras de monta até ao século XIV. O mestre João Fernandes ergue a torre de menagem em 1292, bela edificação reforçada por cunhais de cantaria e com a parte superior ameada. Acede-se por porta ogival a uma ampla e alta sala, coberta por abóbada ogival de cruzaria. Atualmente, esta sala conserva um valioso espólio de pedras lavradas das épocas romana, visigótica, islâmica e portuguesa até ao século XVIII.
D. Dinis manda edificar a cerca que protegia o burgo, enquanto os seus sucessores - D. Afonso IV e D. Pedro I- prosseguem a melhoria das suas defesas. Apesar da sua posição estratégica, o Castelo de Mértola perde importância e o abandono a que foi sujeito estende-se às suas muralhas. Do recinto castrense, para além da já mencionada altiva torre de menagem trecentista, subsistem uma outra torre menor e alguns cubelos defensivos que reforçam os arruinados panos de muralha e que se estendem até à vila, para além de outras edificações defensivas, algumas das quais revelando estruturas e materiais romanos e árabes. No centro da praça de armas encontra-se a cisterna, coberta por uma abóbada de berço.

info: www.infopedia.pt/$castelo-de-mertola

Pintando a Igreja Matriz de Mértola

MÉRTOLA (Portugal): Igreja Matriz de Mértola.

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Ponte D. Luis I (sp)

Ponte D. Luis I (sp) by VRfoto
Ponte D. Luis I (sp), a photo by VRfoto on Flickr.

PORTO (Portugal): Ponte Dom Luís I.

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Ponte projectada sobre o rio Douro por um discípulo e colaborador de Eiffel, o engenheiro Teófilo Seyrig, em finais do século XIX. É um exemplo representativo da arquitectura e técnicas do ferro. A ponte D. Luís, que liga o Porto a Vila Nova de Gaia, é composta por dois tabuleiros metálicos sustentados por um grande arco de ferro e cinco pilares.

info: www.guiadacidade.pt/pt/poi-ponte-dom-luis-i-15375

sábado, 30 de março de 2013

Porta do Sarmental #2

Porta do Sarmental #2 by VRfoto
Porta do Sarmental #2, a photo by VRfoto on Flickr.

BURGOS (Espanha): Porta do Sarmental.

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Na fachada sul situa-se a Porta Sarmental, em estilo gótico, concluída por volta de 1235. É a mais clássica e elegante das entradas da catedral, pelas suas proporções e beleza do conjunto escultórico. No tímpano temos Cristo majestático, Mestre com o Livro da Sabedoria na mão, rodeado pelos quatro evangelistas e seus símbolos. Abaixo, no dintel, os doze Apóstolos com o livro do Evangelho na mão. As estátuas das jambas, foram substituídos no século XVII e representam Abraão e Moisés para a esquerda e S. Pedro e S. Paulo à direita. Na arquivolta, anjos com velas e os anciãos do Apocalipse.

Info: www.catedraldeburgos.es

Ponte D. Luis I

Ponte D. Luis I by VRfoto
Ponte D. Luis I, a photo by VRfoto on Flickr.

PORTO (Portugal): Ponte Dom Luís I.

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Ponte projectada sobre o rio Douro por um discípulo e colaborador de Eiffel, o engenheiro Teófilo Seyrig, em finais do século XIX. É um exemplo representativo da arquitectura e técnicas do ferro. A ponte D. Luís, que liga o Porto a Vila Nova de Gaia, é composta por dois tabuleiros metálicos sustentados por um grande arco de ferro e cinco pilares.

info: www.guiadacidade.pt/pt/poi-ponte-dom-luis-i-15375

segunda-feira, 25 de março de 2013

Ponte D. Maria Pia

Ponte D. Maria Pia by VRfoto
Ponte D. Maria Pia, a photo by VRfoto on Flickr.

PORTO (Portugal): Ponte de D. Maria Pia

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Ponte ferroviária metálica construída sobre o Rio Douro, em 1876, pelo famoso engenheiro francês Gustave Eiffel. Durante mais de um século, ligou a cidade do Porto ao Sul do País. Em 1991 o trânsito ferroviário passou para a Ponte de S. João, construída a muito pouca distância. A Ponte de D. Maria Pia é hoje monumento nacional. A Ponte de D. Maria Pia, construída nos finais do século XIX, permitiu concluir a ligação ferroviária entre o Porto e Lisboa que, na altura, terminava na estação das Devesas em Vila Nova de Gaia. Foi inaugurada em 1877. De facto, a revolução dos transportes em Portugal tornava urgente a ligação direta entre as duas principais cidades, assumindo a cidade do Porto a posição de nó de um conjunto de linhas importantes. As transformações operadas pela introdução deste meio de transporte na cidade são evidenciadas pela construção de novas estruturas ferroviárias (pontes, túneis, estações) e pelo reordenamento do tecido urbano em função da localização das estações. Em maio de 1875 foi aberto um concurso público internacional para a seleção da empresa construtora. Das quatro soluções, apresentadas pelas companhias francesas Eiffel et Ce, Fiver Liles e Batignolles e pela inglesa Medd, Wrightson & Co, foi selecionada a proposta dos engenheiros Gustave Eiffel e Théophile Seyrig, considerada a mais económica e elegante. De facto, o projeto de Eiffel, prevendo a construção de um tabuleiro horizontal ao nível da cota mais alta das margens, apoiado num enorme arco parabólico, revela uma especial atenção aos valores paisagísticos do vale do Douro, procurando os pontos de inserção mais favoráveis num local em que as margens mais se aproximam. Para além de concretizar um problema tecnicamente difícil que era a implantação de uma ponte numa escarpa acentuada, esta estrutura representa um sucesso do ponto de vista formal. O tabuleiro, com 354 metros de comprimento e 4,5 metros de largura, fica a 61 metros do nível das águas, assentando em seis pilares que apoiam sobre um arco com 160 metros de vão e 42,60 metros de flecha, formado por duas curvas parabólicas que no alto têm uma separação de dez metros. Apoia sobre rolos de fricção, o que possibilita a sua dilatação no sentido longitudinal e o torna independente dos movimentos do arco.
A construção foi adjudicada em 5 de janeiro 1876 e o contrato previa um prazo de construção de dezoito meses. O inverno atrasou as obras que se fixaram em 22 meses, terminando em 30 de outubro de 1877. No dia da conclusão foi realizada uma experiência de resistência tendo circulado dois comboios pela ponte.
Nesta construção, vigiada pelos engenheiros Pedro Inácio Lopes e Manuel Afonso Espregueira, trabalharam cerca de duzentos operários. A montagem do arco, a operação mais delicada exigiu a presença dos engenheiros franceses Emil Nouguier e Marcel Augevère.
A ponte foi inaugurada em 4 de novembro, com assistência do rei e da rainha que daria o nome à ponte, esta estrutura manteve-se operacional até 1 de junho de 1991. (…)

Info: www.infopedia.pt/$ponte-de-d.-maria-pia

Rua de Castro Marim

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Rua de Castro Marim, a photo by VRfoto on Flickr.

CASTRO MARIM (Portugal)

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domingo, 24 de março de 2013

Igreja Matriz de Castro Marim

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Igreja Matriz de Castro Marim, a photo by VRfoto on Flickr.

CASTRO MARIM (Portugal): Igreja Matriz.

No Século XVI, foi edificada neste local a Ermida de Nossa Senhora dos Mártires, devido ao facto da Igreja Matriz, situada no interior das muralhas, já não deter capacidade para todos os fiéis desta localidade; sofreu, durante todo o Século XVI, obras de aumento, tendo-se tornado sede de paróquia, após a destruição da Igreja Matriz no Sismo de 1755. Foi, assim, alvo de novas obras de expansão, que terminaram em 1834. Foi atingida por um incêndio em 1960, que destruiu grande parte do seu interior.

info: pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Matriz_de_Nossa_Senhora_dos_...

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quarta-feira, 20 de março de 2013

Interior da Matriz (antiga Mesquita) de Mértola

MÉRTOLA (Portugal): Interior da igreja de Nossa Senhora da Anunciação, matriz de Mértola.

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Na segunda metade do séc. XII foi construída em Mértola a sua Mesquita, erguida na zona onde terá existido um conjunto palatino. A sua construção terá utilizado diversos ele
mentos de outros edifícios onde se incluem fragmentos de inscrições romanas do séc. II.
Atualmente a matriz de Mértola, esta Igreja de Nossa Senhora da Anunciação, conserva a sala quadrada com cinco naves não diferenciadas, separadas por esbeltas colunas com capitéis árabes, portas e mihrab (nicho indicando a direção de Meca). Conserva ainda dois capitéis coríntios possivelmente do séc. IX e foram também encontrados vestígios datados da época visigótica, facto que confere a este local uma importância redobrada na área de Mértola.
O templo, adaptado ao culto cristão, após a Reconquista, mostra uma fachada manuelina-mudéjar que inclui ameias e coruchéus, sendo o portal de inspiração renascentista.

info: e-cultura.sapo.pt/

Capela-mor da Igreja de Santa Clara

SANTARÉM (Portugal): Capela-mor da Igreja de Santa Clara.

terça-feira, 19 de março de 2013

Igreja Matriz de Mértola

Igreja Matriz de Mértola by VRfoto
Igreja Matriz de Mértola, a photo by VRfoto on Flickr.

MÉRTOLA (Portugal): Igreja Matriz.

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A Igreja Matriz de Mértola, no Baixo Alentejo, é um reaproveitamento cristão da antiga mesquita muçulmana dos séculos XII-XIII. Foi com os cavaleiros da Ordem de Santiago, em 1238, depois de sagrado para o uso do ritual cristão, que este edifício recebeu a sua primeira intervenção, que lhe alterou a sua primitiva configuração de mesquita árabe.
Hoje, a Matriz de Mértola apresenta uma temática mudéjar do século XVI. Mas, apesar disso, torna-se possível, a partir de certos elementos arquitetónicos e decorativos, reconstituir o templo mourisco.
Merece referência a estrutura quadrangular de cinco naves, com a central mais alargada, o nicho poligonal do "mihrab" - nome dado ao nicho que integra os grandes santuários de oração muçulmanos e que tinha por finalidade indicar aos fiéis a direção de Meca- com decoração de arcos polilobados em gesso, e as colunas de suporte da mesquita, ordenadas em fiadas de seis, que sustentavam as quatro sequências de arcos. Uma torre quadrangular, até aos finais do século XVII, foi a nota dominante nos cinco telhados de duas águas que cobriam o edifício. Atualmente, ainda subsistem quatro portas de arco ultrapassado com o seu alfiz.O seu exterior, com a frontaria coroada por ameias intercaladas por grandes coruchéus, deve-se ao reinado de D. Manuel.Não se conhece o artista que reconverteu o antigo templo árabe. A remodelação quinhentista fechou o "mihrab" e algumas entradas primitivas, lançando-se no seu interior uma cobertura de abóbada de cruzaria à mesma altura, como se de uma ampla igreja-salão se tratasse, assente nas primitivas colunas, algumas das quais reconstituídas.

info: www.infopedia.pt/$igreja-matriz-de-mertola

sexta-feira, 15 de março de 2013

Rio Guadiana, visto do Castelo de Mértola

MÉRTOLA (Portugal): Vista sobre o rio Guadiana.

Castelo de Mértola

Castelo de Mértola by VRfoto
Castelo de Mértola, a photo by VRfoto on Flickr.

MÉRTOLA (Portugal): Castelo de Mértola.

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No encontro do fluente caudal do Guadiana e do afluente da ribeira de Oeiras estabeleceu-se a milenar vila alentejana de Mértola. Na escarpa da margem direita desse rio fronteiriço, os diferentes povos que aqui se estabeleceram procuraram dotar o seu burgo de consistentes e eficazes defesas.Com efeito, a Myrtilis dos Romanos era uma próspera e influente cidade do Sul peninsular defendida por importante fortificação, o que não evitou o inevitável avanço de Suevos e Visigodos. Algum tempo depois, ventos de guerra sopravam do Norte de África e a invasão muçulmana expandiu-se rapidamente. Uma vez mais, Mértola caía sob o domínio de um outro povo e de uma nova cultura. A vila conserva ainda sinais da grandeza cultural das civilizações romana e islâmica. Cerca de cinco séculos mais tarde, a contraofensiva das armas cristãs fazia sentir a sua pressão sobre as margens do Guadiana. O crepúsculo do Islão em território nacional iria ocorrer nos meados do século XIII. Com efeito, Mértola é conquistada por D. Sancho II em 1238, doando este monarca o seu castelo à Ordem de Sant'Iago da Espada- monges-militares que já tinham na sua posse a defesa de outras localidades no Sul do País. Antes da sua transferência para Palmela, os Espatários fizeram de Mértola a sede da sua ordem. O Castelo de Mértola sofreu algumas metamorfoses ao longo dos séculos. Depois do seu perfil romanizado e islâmico, o castelo iria ter obras de monta até ao século XIV. O mestre João Fernandes ergue a torre de menagem em 1292, bela edificação reforçada por cunhais de cantaria e com a parte superior ameada. Acede-se por porta ogival a uma ampla e alta sala, coberta por abóbada ogival de cruzaria. Atualmente, esta sala conserva um valioso espólio de pedras lavradas das épocas romana, visigótica, islâmica e portuguesa até ao século XVIII.
D. Dinis manda edificar a cerca que protegia o burgo, enquanto os seus sucessores - D. Afonso IV e D. Pedro I- prosseguem a melhoria das suas defesas. Apesar da sua posição estratégica, o Castelo de Mértola perde importância e o abandono a que foi sujeito estende-se às suas muralhas. Do recinto castrense, para além da já mencionada altiva torre de menagem trecentista, subsistem uma outra torre menor e alguns cubelos defensivos que reforçam os arruinados panos de muralha e que se estendem até à vila, para além de outras edificações defensivas, algumas das quais revelando estruturas e materiais romanos e árabes. No centro da praça de armas encontra-se a cisterna, coberta por uma abóbada de berço.

info: www.infopedia.pt/$castelo-de-mertola

segunda-feira, 11 de março de 2013

Igreja Matriz de Mértola

Igreja Matriz de Mértola by VRfoto
Igreja Matriz de Mértola, a photo by VRfoto on Flickr.

MÉRTOLA (Portugal): Igreja Matriz.

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A Igreja Matriz de Mértola, no Baixo Alentejo, é um reaproveitamento cristão da antiga mesquita muçulmana dos séculos XII-XIII. Foi com os cavaleiros da Ordem de Santiago, em 1238, depois de sagrado para o uso do ritual cristão, que este edifício recebeu a sua primeira intervenção, que lhe alterou a sua primitiva configuração de mesquita árabe.
Hoje, a Matriz de Mértola apresenta uma temática mudéjar do século XVI. Mas, apesar disso, torna-se possível, a partir de certos elementos arquitetónicos e decorativos, reconstituir o templo mourisco.
Merece referência a estrutura quadrangular de cinco naves, com a central mais alargada, o nicho poligonal do "mihrab" - nome dado ao nicho que integra os grandes santuários de oração muçulmanos e que tinha por finalidade indicar aos fiéis a direção de Meca- com decoração de arcos polilobados em gesso, e as colunas de suporte da mesquita, ordenadas em fiadas de seis, que sustentavam as quatro sequências de arcos. Uma torre quadrangular, até aos finais do século XVII, foi a nota dominante nos cinco telhados de duas águas que cobriam o edifício. Atualmente, ainda subsistem quatro portas de arco ultrapassado com o seu alfiz.O seu exterior, com a frontaria coroada por ameias intercaladas por grandes coruchéus, deve-se ao reinado de D. Manuel.Não se conhece o artista que reconverteu o antigo templo árabe. A remodelação quinhentista fechou o "mihrab" e algumas entradas primitivas, lançando-se no seu interior uma cobertura de abóbada de cruzaria à mesma altura, como se de uma ampla igreja-salão se tratasse, assente nas primitivas colunas, algumas das quais reconstituídas.

info: www.infopedia.pt/$igreja-matriz-de-mertola

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