segunda-feira, 30 de junho de 2014

Interior do Castelo de Guimarães


GUIMARÃES (Portugal): Interior do Castelo.

Este castelo está intimamente relacionado com a fundação da nacionalidade.Segundo a tradição para lá terão ido viver os progenitores daquele que viria a consagrar-se primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques; reza também a tradição que ele aqui terá nascido e vivido mesmo depois da fundação da nacionalidade. Eleva-se assim como um dos elementos mais simbólicos do património arquitectónico português.
O "Castelo de São Mamede", denominação inicial, foi mandado construir na segunda metade do século X pela Condessa Mumadona Dias na sua propriedade de Vimaranes, para defesa do povoado, à volta do qual cresce um núcleo populacional. Em 968 já se encontrava terminado. Nos finais do século XI este é modificado e aumentado pelo Conde D. Henrique constituindo a sua residência.
O edifício que hoje podemos visitar destaca-se pela forma como se implanta no terreno, maciço rochoso, e dele tira partido.

info: www.guiadacidade.pt/pt/poi-castelo-de-guimaraes-13944

domingo, 29 de junho de 2014

Capela de Nossa Senhora da Esperança


LANHESES (Portugal): Capela de Nossa Senhora da Esperança.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Capela de Nossa Senhora da Esperança

LANHESES (Portugal): Capela de Nossa Senhora da Esperança.
 
Capela barroca de planta longitudinal composta por um nártex, uma nave única e uma sacristia. Foi provavelmente construída no século XVI e reconstruída em 1737. Em 1782, foi construído o cruzeiro e a capela sofreu algumas obras de renovação.

domingo, 22 de junho de 2014

Palácio Solar dos Pinheiros



BARCELOS (Portugal): Palácio Solar dos Pinheiros.

Considerado um "(...) edifício de grande relevo arquitectónico e muita carga simbólica (...)", pelo facto de a sua fundação estar ligada à família dos alcaides de Barcelos e ouvidores do duque de Bragança (ALMEIDA, Carlos A. F., 1990, p. 50), o Solar dos Pinheiros terá sido edificado em meados do século XV por Pedro Esteves, doutor em direito civil. O edifício que chegou aos dias de hoje é resultado de quatro grandes reformas executadas entre os séculos XV e XVII que estão bem patentes na "(...) diversidade de soluções e de formas decorativas ou simbólicas (...)"(Idem, ibidem).
Do núcleo primitivo da casa subsistem os portais do piso térreo, uma vez que a actual fisionomia do solar, um corpo central de planimetria rectangular enquadrado por duas torres, deverá ser originária da primeira grande campanha reformadora mandada executar nos últimos anos do século XV por Álvaro Pinheiro, filho do fundador da casa. Esta campanha de obras originou um modelo de arquitectura senhorial que, embora sem possuir ameias, terá sido inspirado no paço edificado em Ponte de Lima por D. Leonel de Lima (Idem, ibidem), sendo utilizado na arquitectura civil senhorial desde os finais da Idade Média até ao período barroco.
No segundo quartel do século XVI foi executada uma terceira campanha de obras, que visou não só a transformação da estrutura como o enriquecimento do programa decorativo das fachadas do paço. Desta época subsistem algumas janelas decoradas com motivos ao romano , motivos que se estendem à cornija de um dos torreões, possivelmente ampliado na época, e uma varanda situada no pátio interior, sustentada por uma loggia e com janelas de gelosias no piso superior.
Se ainda na centúria de Quinhentos os proprietários patrocinaram a construção de um segundo piso na zona de habitação, também no século XVII foram feitos diversos acrescentos na área habitacional.
O interior do solar foi muito alterado por uma reforma revivalista executada no segundo quartel do século XX, na qual foram executados diversos elementos decorativos e estruturais de gosto neogótico, neomanuelino e neoárabe, como as lareiras das salas interiores, ou os azulejos que revestem a escadaria principal.
Catarina Oliveira

info: www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimo...

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Pelourinho e Paço dos Condes de Barcelos



BARCELOS (Portugal): Pelourinho e Paço dos Condes de Barcelos.

Este palácio foi construído nos inícios do século XV e serviu de habitação aos Condes de Barcelos. É um interessante elemento da arquitectura senhorial portuguesa deste período, já que teve como modelo as residências palacianas inglesas daquele tempo. Aqui funciona, desde 1920, o Museu Arqueológico de Barcelos.

info: www.7maravilhas.maisbarcelos.pt/index.php?option=com_cont...

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Pelourinho de Barcelos



BARCELOS (Portugal): Pelourinho.

O pelourinho de Barcelos é um dos mais emblemáticos pelourinhos nacionais, pelo refinamento artístico da sua concepção. Como a generalidade destes elementos, divide-se em quatro partes fundamentais: plataforma (de quatro degraus), base (neste caso bastante volumosa), fuste hexagonal de grande altura e terminação em gaiola igualmente hexagonal, antecedida por um pequeno capitel decorado inferiormente por um encordoado.
A gaiola é, sem dúvida, o elemento de maior interesse, desenhado como se de uma micro-arquitectura se tratasse. Compõe-se de uma estrutura contrafortada rematada por pináculos, que delimitam o espaço interior da gaiola, esta aberta a partir de janelas. O conjunto é rematado por um pináculo multifacetado que prolonga ainda mais em altura o pelourinho.
Por estes dados, percebe-se como o pelourinho de Barcelos é um dos que melhor atestam o poder simbólico que presidia à construção destes marcos. Quer pela sua altura (hoje reforçada pelo local de destaque que ocupa), quer pela excelência do seu trabalho escultórico, ele testemunha o grau de importância e de carga simbólica da autoridade concelhia no amplo processo de renovação de forais passada por D. Manuel.
Ao longo da sua história, este pelourinho conheceu três localizações distintas. Originalmente, situava-se no amplo largo traseiro à colegiada, diante dos Paços Municipais e dando directamente para o declive que conduzia ao rio. No século XVII, mercê da radical mutação urbanística proporcionada pela capela do Senhor da Cruz e pelo terreiro da feira, este símbolo de autoridade municipal foi deslocado para o Largo da Porta Nova, onde permaneceu até ao século XIX. Nesta última centúria, foi desmontado e disperso, perdida a função para a que tinha sido concebido. O processo de monumentalização das ruínas do Paço condal, e a organização do Museu Arqueológico de Barcelos, determinou nova transferência, desta vez impulsionada por António Ferraz, um dos mais importantes investigadores locais (ALMEIDA, 1990, p.41). O local então escolhido foi o largo defronte da Colegiada de Santa Maria, sítio que ainda hoje ocupa, em posição dominante sobre a ponte medieval e a tradicional entrada na cidade, para quem se desloca do Sul.
PAF

info: www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimo...

terça-feira, 17 de junho de 2014

O Senhor do Galo de Barcelos e o Milagre do Enforcado



BARCELOS (Portugal): O Senhor do Galo de Barcelos e o Milagre do Enforcado

Uma das várias versões da lenda do galo de Barcelos está relacionada com um crime cometido em Barcelinhos que ficou impune. Um dia, um peregrino galego que se dirigia a Santiago resolveu pernoitar num albergue dessa localidade. Enquanto tomava a sua refeição, um homem resolveu denunciá-lo como o criminoso ao juiz. O peregrino foi preso e condenado à forca. No dia do enforcamento, o peregrino pediu, como última vontade, para falar com o juiz. Em casa do juiz, que estava a preparar-se para trinchar um galo assado, o condenado ajoelhou-se, insistiu na sua inocência e suplicou para não ser enforcado. Como o juiz não se deixou comover com as suas palavras, o peregrino pediu ajuda a Santiago, de quem era devoto, e disse:
- É tão certo eu estar inocente como o galo que tem aí na mesa cantar antes do dia acabar!Todos os que estavam presentes riram-se da afirmação mas, para espanto de todos, antes do fim do dia o galo levantou-se e cantou. Correram para a forca a fim de evitar a morte do peregrino. Quando lá chegaram, ficaram atónitos com o que viram: o peregrino estava vivo, com uma corda lassa à volta do pescoço. Assustados, libertaram o homem, que prosseguiu o seu caminho.Outra versão conta que dois galegos peregrinos, pai e filho, foram atraiçoados por uma estalajadeira que acusou injustamente o filho de roubo. O rapaz foi condenado à forca e o pai, desesperado, foi ter com o juiz e pediu-lhe que acreditasse na inocência do seu filho. O juiz, incomodado por ter sido interrompido quando estava a comer, disse que para o declarar inocente seria preciso que o galo assado que tinha na mesa cantasse três vezes. E assim foi, o galo pôs-se de pé e cantou. O juiz correu a evitar o enforcamento, mas chegou tarde. Para seu espanto, o condenado não tinha morrido porque estava a ser amparado por Santiago.

info: www.infopedia.pt/$o-senhor-do-galo-de-barcelos-e-o-milagr...

domingo, 15 de junho de 2014

Museu Arqueológico de Barcelos




BARCELOS (Portugal): Museu arqueológico.

O Museu Arqueológico de Barcelos foi criado oficialmente em 1920. Já antes desta data se utilizava a área das ruínas do Paço dos Condes para guardar peças de cariz arqueológico, que eram encontradas por todo o concelho, de épocas muito distintas, fruto de achados ocasionais ou provenientes do desmantelamento de monumentos arquitectónicos.

info: www.rotadoperegrino.com/cultura/paco-dos-condes-de-barcel...

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Igreja Matriz de Barcelos


BARCELOS (Portugal): Igreja de Santa Maria Maior, matriz de Barcelos.

A igreja de Santa Maria Maior de Barcelos situa-se num tempo artístico de transição, entre o fim da arte românica e o início do ciclo construtivo gótico. Algumas das soluções construtivas e decorativas aqui empregues participam destas duas artes, que começaram por ser antagónicas, pelo menos na região da Île-de-France, onde nasceu o Gótico, mas que, em zonas periféricas, se mesclaram e interpenetraram, formando um estilo de transição a que muitos chamam românico-gótico.
A iniciativa construtiva deveu-se ao conde D. Pedro, no século XIV, depois de estarem concluídos os exemplos marcantes do Gótico mendicante de Santarém, do Olival de Tomar ou de Santa Clara-a-Velha de Coimbra. O seu aspecto compacto e arcaizante, em consequência da implantação geográfica da velha nobreza românica, deve-se também ao facto de a iniciativa condal trecentista ter-se situado ao nível de uma provável remodelação do edifício, e não de uma construção de raíz.
Várias hesitações construtivas identificadas na igreja parecem apontar para essa realidade remodeladora. O facto de a nave norte ser mais larga que a sul ou de os capitéis parecerem ser maioritariamente do século XIV, por oposição às bases de colunas ainda românicas (C. A. Ferreira de Almeida, 1990, p.43) faz-nos pensar nessa possibilidade. Por outro lado, a história da vila de Barcelos, com foral desde D. Afonso Henriques e sede de condado desde D. Dinis, é uma factor de importância vital para a provável concentração de uma actividade construtiva relevante e que não terá começado certamente apenas no século XIV.
Apesar do aspecto geral românico, a matriz barcelense deve inserir-se já no período gótico, como o portal principal bem o evidencia. Inserido num corpo avançado e ladeado por dois poderosos contrafortes - um elemento claramente comprometido com o românico -, não possui tímpano e os capitéis das arquivoltas são integralmente vegetalistas (C. A. Ferreira de Almeida, 1986b, p.68). Igualmente gótica é a organização espacial interna. Ao que tudo indica, a construção trecentista optou por arcos torais e formeiros, uma solução vigente em alguns edifícios românicos e com uma longa duração na tradição construtiva galega. A atenção que os condes dedicaram à igreja determinou, no entanto, que uma remodelação do século XV suprimisse este esquema e dotasse o interior da Matriz com uma espacialidade vincadamente mendicante (C. A. Ferreira de Almeida, 1990, p.43). Um espaço que numa primeira abordagem poderia significar um dos primeiros testemunhos góticos no Entre-Douro-e-Minho, pertence efectivamente ao século XV, dado que, a juntar às remodelações quinhentistas e setecentistas, apenas vem confirmar a necessidade de um estudo monográfico rigoroso sobre a história da Matriz de Barcelos em relação com a casa ducal.
Nos alvores da Modernidade, a Igreja Matriz de Barcelos era o principal templo da localidade e um dos mais importantes da região. É por este facto que vamos ver aparecer, nesta altura, algumas capelas funerárias privadas e enterramentos isolados no espaço da Matriz-Colegiada. De todos eles, o mais importante é o da família Pinheiro, cujo paço se localiza muito perto do monumento. Este panteão, datável dos meados do século XVI, constitui um dos melhores testemunhos da arte renascentista no Entre-Douro-e-Minho. Outras obras marcaram a transição para a Idade Moderna, como a nova abóbada da capela-mor, obra manuelina, de perfil estrelado, custeada em 1504 por um judeu local, D.Gil da Costa, cujo nome e data constam do bocete central. Posteriormente, todo o interior do templo foi decorado ao gosto barroco, datando dos séculos XVII e XVIII o notável conjunto de retábulos e, principalmente, o integral revestimento das paredes com azulejos azuis e brancos, importados de Lisboa e das grandes oficinas de inícios de Setecentos.
PAF

info: www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimo...

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Chafariz do Largo do Apoio

BARCELOS (Portugal): Chafariz do Largo do Apoio.

Chafariz seiscentista, ostentando cinco bicas carrancas, atribuído a João Lopes, membro da célebre família de mestres-pedreiros responsáveis por inúmeras obras de arte espalhadas pelo Norte de Portugal e pela Galiza.
Soco de planta circular, constituído por um degrau de pedra, encimado por tanque, também circular, com bordo saliente. Ao centro, sobre base prismática, eleva-se coluna galbada suportando taça circular e coberta, ostentando cinco bicas carrancas *1, encimada por alto pináculo, decorado na base por acantos e rematado por esfera.

info: SIPA – Sistema de Informação para o Património Arquitectónico

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Igreja do Bom Jesus da Cruz


BARCELOS (Portugal): Igreja do Bom Jesus da Cruz.

A igreja do Senhor da Cruz é um dos principais templos da cidade e aquele que levou a uma reformulação integral dos eixos de circulação, dentro do burgo, e dos próprios caminhos que partiam para Norte. A sua construção original remonta aos inícios do século XVI, na sequência de um milagre ocorrido em 1504. Nesse ano, conta a lenda que apareceu uma cruz, "de terra bem negra, no chão barrento do Campo da Feira, numa sexta-feira de Dezembro" (ALMEIDA, 1990, p.21).
A partir deste momento, instituiu-se, em Barcelos, uma das principais devoções do Minho, que chegou até aos nossos dias. Os anos seguintes ao milagre assinalam um enorme crescendo religioso, crença que está na origem de um primitivo cruzeiro aí construído e de uma singela capela. Em boa verdade, a devoção ao Bom Senhor da Cruz é uma das marcas mais importantes do percurso religioso do século XVI, ligado à Devotio Moderna e à influência flamenga do Portugal manuelino. Isto mesmo se testemunha na grandiosa imagem do Senhor da Cruz, actualmente exposta num retábulo barroco do interior, e que data dos inícios do século XVI, sendo uma obra importada do Norte da Europa.
O templo que hoje podemos observar nada tem de quinhentista. A sua construção data do século XVIII e é, seguramente, uma obra de referência da arquitectura barroca nacional. Em 1698, deu-se o início do processo, com o envolvimento do arcebispo de Braga, D. João de Sousa. Três anos depois, o projecto do arquitecto João Antunes ganhava este concurso e dava-se início à construção.
João Antunes foi o mais prestigiado arquitecto nacional ao seu tempo, a ele se ficando a dever a notável obra da igreja de Santa Engrácia, de Lisboa. A sua acção prolongou-se desde as décadas finais do século XVII até 1512, data em que aparece documentado, pela última vez. O seu trabalho no Minho está intimamente relacionado com a arquidiocese, trabalhando primeiro na Casa do Tesouro, da Sé de Braga, obra que lhe terá valido o concurso para o Senhor da Cruz de Barcelos. Nesta altura, Antunes é um arquitecto prestigiadíssimo, no auge da sua carreira.
A sua marca de qualidade está bem patente no projecto que concebeu em Barcelos e de que destacamos três aspectos essenciais. O primeiro relaciona-se com o impacto cenográfico da construção. Beneficiando da localização da antiga capela em relação à vila, junto ao Largo da Porta Nova e ao amplo terreiro da Feira de Barcelos, Antunes pôde desenvolver uma obra desafogada e de enorme carácter cenográfico, tão ao gosto do Barroco.
O segundo aspecto a destacar é o eruditismo do projecto, que aqui se alia a uma certa austeridade decorativa. A planta revela uma opção clara pelo plano centralizado, baseado num cículo com dois prolongamentos rectangulares relacionados entre si e ligando axialmente a capela-mor e a entrada principal. No interior, o espaço central, destinado à oração reservada, é protegido das grandes multidões de peregrinos através de um corredor que corre paralelamente às três entradas. A austeridade decorativa tem real expressão no exterior, na sábia alternância de paredes lisas e curvas e na hierarquia das passagens para o interior, com a porta principal sobrepujada por tímpano curvo e as laterais com tímpano triangular.
Finalmente, o interior do templo foi concebido à maneira barroca, como obra de arte total. João Antunes não foi apenas o arquitecto do projecto arquitectónico. A ele se ficou a dever, também, os espaços para os retábulos, os mármores e os azulejos, processo de enriquecimento que decorreu já na década de 20, mas com grande probabilidade seguindo as orientações de Antunes.
PAF
O Chafariz central, com tanque octogonal, pertencia ao claustro do mosteiro de Vilar de Frades. Possui na base da taça inferior águias, que sugerem um dos símbolos de São João Evangelista, o padroeiro dos Loios que ocuparam o Mosteiro de onde provém.

info: www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimo...

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