sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Ruined...


quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Rural landscape


VIANA DO CASTELO (Portugal)

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Capela das Malheiras


VIANA DO CASTELO (Portugal): Capela das Malheiras.

Situada na antiga Rua da Praça das Couves, a Casa Malheiro Reimão é considerada uma das mais significativas construções barrocas da cidade, e da arquitectura civil portuguesa do século XVIII. As suas características permitem inscrevê-la nos modelos habituais da época, com fachada longa, e aberta por uma série bem ritmada de vãos. É, no entanto, a sua capela, que se desloca para fora do eixo do frontispício, e se insere na praça, definindo ainda o início de uma outra rua, que mais se destaca, conferindo a todo o conjunto uma importância urbanística ímpar, onde os valores cenográficos do barroco se encontram bem presentes. Do lado oposto da rua, o fontanário evocativo da história de Viana, complementa e equilibra o efeito da capela, contribuindo para tornar esta artéria um importante testemunho do urbanismo barroco (CALDAS; GOMES, 1990, p. 82).
De acordo com os dados disponíveis, o edifício habitacional começou a ser edificado entre 1753 e 1757, anos em que se procedeu à aquisição dos terrenos. Todavia, Castro Caldas defendeu, recentemente, que a articulação dos quatro corpos da casa - dois habitacionais paralelos entre si, a cozinha e a capela - denuncia a existência de um corpo anterior, modificado pela intervenção de cariz barroco (CALDAS, 2005, p. 179). A capela é ligeiramente mais tardia - a obra foi iniciada em 1758. A longa fachada principal desenvolve-se em comprimento, e divide-se em dois andares, cuja diferenciação é acentuada por um friso que se une aos frontões das janelas inferiores e aos aventais das do andar nobre. As janelas do piso térreo são intercaladas por portas, cujo frontão rompe o friso, ultrapassando a linha divisória dos andares. A distância entre os vãos diminui à medida que se aproxima o eixo central, com a pedra de armas, o qual ganha assim maior destaque, embora tal solução, própria do barroco, implique menor clareza em relação ao espaço interno (IDEM).
No topo, a capela é definida por pilastras de capitéis, muito decorados. A sua fachada, oblíqua em relação à casa, termina num frontão curvo, flanqueado por fogaréus. Ao centro, abre-se o portal, com profusamente decorado, a que se sobrepõe o amplo janelão com moldura de concheados, e ainda uma cartela de ornamentação semelhante. De acordo com João Vieira Caldas e Paulo Varela Gomes (1990, p. 82), os elementos decorativos integram-se no desenho das estruturas, criando uma unidade perfeitamente coerente. Por outro lado, o carácter menos delicado destes ornatos (mais afastados do rococó alemão ou francês), a par do decorativismo do conjunto, torna esta capela um suporte perfeito para receber a luz de Viana do Castelo, para a qual terá sido concebida "no frágil mas exacto ponto entre a violência e a distinção" (CALDAS; GOMES, 1990, p. 82).
Não é conhecido o autor deste conjunto, muito embora a tradição aponte o nome de André Soares como o mais provável e, até mesmo, como o arquitecto nortenho em melhores condições de conceber uma obra desta natureza, em termos arquitectónicos e urbanísticos. Contudo, Robert Smith excluiu a casa dos Malheiro Reimão da listagem de obras atribuídas a Soares e os autores que temos vindo a seguir apontam, como alternativa, o nome de José Álvares de Araújo, discípulo do artista bracarense com quem trabalhou noutras obras, em Viana, contemporâneas da casa da Praça, como é o caso do retábulo do Rosário de São Domingos (SMITH, 1973). A tratar-se de uma obra de André Soares, corresponde à última fase da sua carreira (a partir da década de 1760), em que predomina a depuração e uma maior linearidade (SMITH, 1973, p. 507).
Por sua vez, a fachada do edifício, sóbria e depurada, inscreve-se na tradição arquitectónica seiscentista de Viana, podendo mesmo ser cotejada com a casa da Carreira.
(Rosário Carvalho)

info: www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel...

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Sé catedral de Viana do Castelo


VIANA DO CASTELO (Portugal): Sé catedral.

A Sé de Viana é o primeiro capítulo do enorme desenvolvimento de Viana da Foz do Lima durante os últimos tempos da Idade Média e o primeiro século da Modernidade. A sua construção iniciou-se em 1400, já sob o signo da dinastia de Avis e como marca de autoridade do novo monarca. Concluiu-se em 1433, depois de três décadas de trabalhos, ao que tudo indica sem interrupções, que revelam o desafogo económico e a constância de recursos para aqui canalizados. Contudo, as obras ter-se-ão arrastado ainda por algum tempo, pois em 1439 faltava ainda terminar uma das torres (FERNANDES, 1990, p.52).
Artisticamente, a igreja constitui um dos melhores exemplos do que terá sido o gótico joanino antes da introdução do flamejante por Mestre Huguet na Batalha. Com efeito, se pensarmos que a Colegiada de Guimarães lhe é contemporânea, e que D. João I não ficou agradado com o resultado da obra vimaranense, podemos encontrar tendências semelhantes em ambas, que ajudam a caracterizar esta etapa. A principal marca é a extrema robustez, conotada, mesmo, com um certo arcaísmo. Se em Guimarães existe uma torre quadrangular anexa à fachada, a Matriz de Viana possui duas, dispostas de forma harmónica (ladeando o corpo central), que terminam numa estrutura ameada de impacto cenográfico. A fachada principal foi, assim, construída à maneira das velhas catedrais românicas de Coimbra ou de Lisboa, e não dispensa o aspecto fortificado que caracteriza estes templos.
O conjunto escultórico que envolve o portal principal é a realização mais original da empreitada medieval, na medida em que constitui um dos raríssimos exemplos de entradas escultóricas do nosso Gótico (outro exemplo antes da revolução da Batalha é a portada da Sé de Évora, e só). Cristo reinando coroa a composição (no fecho da última arquivolta e não no tímpano, inexistente), ladeado por uma visão da corte celestial, e a entrada na igreja é protegida por seis apóstolos. Sobre o aparecimento desta obra em Viana, não restam dúvidas sobre a acção de grande parte da companhia que efectuou o portal da igreja galega de Noya (c.1434), como provou Flávio Gonçalves (GONÇALVES, 1961, pp.11 e 16).
O interior apresenta uma composição também bastante comum no Gótico nacional e cujas características básicas haviam sido definidas dois séculos antes. Três naves, de cinco tramos, separadas por arcarias quebradas (iluminadas por um grande janelão da fachada principal e por frestas laterais) e uma cabeceira tripartida, com a capela-mor de maior relevância volumétrica, é o que de mais comum a arquitectura paroquial gótica produziu. A relativa inovação, que neste caso deve ser entendida como uma tentativa de maior prestígio do edifício, é dado pela existência de um transepto saliente, solução que reforça mais a proximidade para com as catedrais (e os grandes conventos mendicantes) e menos para com a arquitectura paroquial
No século XVI, em pleno período áureo de Viana, a igreja foi alvo de numerosos melhoramentos e, mais importante, da instituição de várias capelas privadas, com função funerária. Destas, destaca-se a capela dos Camaridos, junto ao braço Norte do transepto, com o seu duplo arco de volta perfeita, inserido numa moldura quadrangular limitada por colunas torsas, e a abóbada polinervada.
A capela dos Mareantes (a mais importante no século XVI) e a do Senhora da Cana Verde, construída por João Lopes já sob o signo do Maneirismo, provam como o espaço não cessou de ser enriquecido. Nos inícios do século XVIII, sob o impulso do enérgico arcebispo bracarense D. Rodrigo de Moura Teles, teve lugar uma campanha barroca de que resta, por exemplo, o aspecto geral da capela-mor, datada de 1713. Mas a história da Matriz de Viana conta também com momentos de destruição, como os incêndios de 1656 e 1809. Este último obrigou ao encerramento da igreja durante quase trinta anos, reabrindo finalmente em 1835 com as marcas próprias de um neoclassicismo cenográfico acima dos arcos divisores das naves.
PAF

info: www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel...

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Portal ogival da Sé Catedral de Viana do Castelo


VIANA DO CASTELO (Portugal): Portal ogival da Sé Catedral.

No piso térreo, destaca-se o magnífico portal ogival que ocupa a quase totalidade da superfície disponível. Este é composto por quatro arquivoltas, três das quais decoradas - a exterior com uma representação do Juízo Final de inspiração românica, com a figura do Salvador no fecho e anjos músicos nos lados, e as outras duas com motivos fitomórficos -, sendo os colunelos de suporte constituídos por seis esculturas representando os Apóstolos mais ligados às devoções da vila e da sua região, caracterizadas por uma acentuada rigidez e assentes em plintos que foram remodelados em meados do século XVI.

info: www.infopedia.pt/$se-catedral-de-viana-do-castelo

sábado, 4 de outubro de 2014

Praça da República (Chafariz, Edifício da Misericórdia e Antigos Paços do Concelho)


VIANA DO CASTELO (Portugal): Praça da República.

Chafariz da Praça da República (Séc. XVI)

Foi construído, ou pelo menos concluído em 1559, sendo obra do mestre canteiro João Lopes "o velho", o mesmo que alguns anos antes executara o chafariz de Caminha e, muito provavelmente, alguns dos chafarizes semelhantes que podemos encontrar em cidades galegas como Pontevedra. Foi durante vários séculos o ponto de abastecimento de água potável da população vianense e, pela sua monumentalidade e localização, uma das referências urbanas do burgo.

Edifício da Misericórdia e Igreja (Séc. XVI)

Tendo sido criada em 1520, a confraria da Misericórdia de Viana, desenvolveu-se de tal forma que, no início do segundo quartel do século XVI a mesa resolveu construir a chamada "Casa das Varandas". Este edifício, datado de 1589, é um exemplar único da arquitetura de inspiração renascença e maneirista, com influências italianas e flamengas. Em 1716 iniciaram-se as obras de remodelação da igreja, entregues ao engenheiro militar vianense Manuel Pinto de Vilalobos. Apresenta no seu interior uma grande riqueza decorativa, bem ao gosto da época, quer pela talha em estilo nacional da autoria de Ambrósio Coelho, quer pelos belos revestimentos em azulejo, pintados por Policarpo de Oliveira Bernardes, quer ainda pelos frescos do teto da autoria de Manuel Gomes. É, sem dúvida, um dos melhores exemplares barrocos de todo o país.

Antigos Paços do Concelho (Séc. XVI)

Depois que o antigo lugar de reunião do concelho foi ocupado pela igreja de Santa Maria Maior (hoje Sé), foi construída fora de portas esta Casa da Câmara logo no princípio do século XVI. É, como tantas outras construções similares do Noroeste hispânico, um edifício sobradado, tendo no andar nobre a "Câmara" onde reunia a vereação e no piso térreo uma arcada para abrigo das pessoas e de escribas que aqui redigiam, para os iletrados, requerimentos e outros documentos endereçados à Câmara.

info: www.cm-viana-castelo.pt/pt/percursos-culturais

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Antigos Paços do Concelho de Viana do Castelo



VIANA DO CASTELO (Portugal): Antigos Paços do Concelho.

O primitivo edifício dos Paços do Concelho de Viana da Foz do Lima ficava situado na praça velha, espaço fronteiro ao local onde foi posteriormente construída a igreja matriz. Com a expansão do perímetro urbano da vila a partir de meados do século XV houve necessidade de criar um novo centro para a vida política e comercial da vila, mais adequado ao ambiente de prosperidade que então se vivia. Progressivamente, o centro da urbe transferiu-se para o Campo do Forno, situado a oeste da matriz. Assim, na primeira década do século XVI, era edificado o novo edifício dos Paços do Concelho, por ordem de D. Manuel.
De planta rectangular simples, o edifício dos Paços do Concelho de Viana possui alçados de dois pisos, rematados com merlões. A fachada é rasgada no primeiro registo por três arcos quebrados, sendo o central menor, e no segundo por janelas de sacada de moldura estriada, com balaustrada de ferro, assentes em modilhões. Sobre as janelas podemos ver três símbolos heráldicos, à esquerda a caravela, do escudo de Viana, ao centro o escudo de Portugal com elmo como timbre, dentro de uma moldura encimada pela Cruz de Cristo, e à direita a esfera armilar. As fachadas laterais apresentam o mesmo esquema, com arco quebrado no primeiro registo, encimado por janela de sacada com balaustrada de ferro. Nas arcadas do edifício era realizado o mercado do pão e da farinha, sendo o espaço empedrado e dotado de acentos e bancas em 1526 para servir os vendedores, enquanto no segundo piso funcionava a sala das sessões camarárias, que servia também de tribunal (MOREIRA, Manuel, 1986, p. 101). A fachada posterior apresenta uma porta de moldura recta no segundo registo, à qual se tem acesso por escadaria de pedra. Frente à entrada posterior foi colocado um pórtico mandado edificar em 1687 pelo regedor Manuel Mexia Galvão, que dava acesso à antiga cadeia, cujo edifício foi construído nas traseiras da Câmara cerca de 1510.
A tipologia do edifício apresenta muitas semelhanças com outras construções camarárias feitas na mesma época, nomeadamente na Alemanha, destacando-se pela ausência da torre sineira que decora muitos paços do concelho, como acontece no Norte de Itália e nos Países Baixos.
Catarina Oliveira

info: www.patrimoniocultural.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel...

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