quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Mosteiro de Seiça


FIGUEIRA DA FOZ (Portugal): Mosteiro de Seiça.

De fundação lendária, deste edifício monástico, doado no século XII por D. Sancho I à Ordem de Cister, sob patrocínio do Mosteiro de Alcobaça e sob invocação de Santa Maria, conforme uso em todos os mosteiros da Ordem, não resta mais do que uma imponente e impressionante ruína.

Este complexo monástico cisterciense, localizado junto à ribeira de Seiça, foi fundamental na reorganização territorial e social das povoações do estuário do Mondego, pela introdução dos seus avançados conhecimentos de técnicas agrícolas (desbravamento de terras, drenagem de solos, etc. …).

Com a extinção das Ordens Religiosas, em 1834, o conjunto arquitetónico foi apropriado pelo Estado, tendo posteriormente sido entregue à Junta de Paróquia de Nossa Senhora do Ó do Paião a Igreja e a Sacristia do Mosteiro de Santa Maria de Seiça, através de Carta de Lei de 22 de fevereiro de 1861, emitida por D. Pedro V.

Em 1895 a Junta de Paróquia vendeu o Mosteiro de Seiça a particulares e em 1911 o Mosteiro foi vendido novamente.

O seu riquíssimo recheio há muito que foi reaproveitado por outras igrejas e capelas do concelho. A grande chaminé que o ladeia, testemunha também o seu reaproveitamento enquanto unidade fabril de descasque de arroz, durante o século XIX, e serve hoje como local de vigia das cegonhas que guardam o silêncio e a quietude deste local.

Está classificado como imóvel de Interesse Público desde 2002. Em 2004 foi adquirido pelo Município da Figueira da Foz.

info: http://www.cm-figfoz.pt/

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Salinas da Figueira da Foz


FIGUEIRA DA FOZ (Portugal): Salinas.

A exploração de Sal no Estuário do Mondego foi uma das principais actividades económicas da Figueira da Foz. A tipologia das salinas e a tecnologia de produção assumem nestas marinhas de sal determinadas especificidades que não se verificam noutras regiões salineiras de Portugal e da Europa, tendo sobrevivido até aos nossos dias uma técnica artesanal, extremamente cuidada e bem adaptada ao meio.

Em meados deste século, o salgado da Figueira da Foz tinha um total de 229 marinhas de sal, distribuídas pela Ilha da Morraceira (141 marinhas numa superfície de 519 hectares), pela margem esquerda do Braço Sul e Ínsua D. José (71 marinhas numa superfície de 249 hectares) e na margem direita do Braço Norte (17 marinhas ocupando cerca de 30 hectares). Regista-se ainda que 86 marinhas eram navegáveis em todas as marés, 63 em meias marés e 60 apenas em marés vivas; havendo ainda 20 marinhas que podiam ser servidas somente por terra.

 Passamos então, de uma situação em que o sal representava a coluna dorsal das actividades do estuário, envolvendo directamente centenas de pessoas – em meados do século, o número de proprietários era de 300 e o de operários de 1.300, sendo 500 homens e mulheres (S. Dionisio, 1945) – para as condições presentes em que se calcula existirem entre 40 a 50 marinhas de sal a funcionarem deficientemente.

A marinha de sal representa, por si só, um extraordinário legado cultural, para além do valor do produto que dela se extrai. A sua organização interna, funcionamento e trabalho específico do marnoto merecem bem o devido aprofundamento da investigação.

A sustentabilidade da zona húmida estuarina tem de passar pela manutenção da activiade da salicultura em marinhas tradicionais que, entre muitas funções positivas, proporciona a existência de locais privilegiados do ponto de vista paisagístico e da biodiversidade, sem impactes ecológicos negativos e até com contributos para a qualidade ambiental. Neste aspecto, destaca-se o papel da renovação da água mareal nos reservatórios protegidos, dando origem a grande número de espécies da macrofauna bentónica que são imprescindíveis para a sobrevivência de muitas outras espécies e constituem importante fonte de recurso para a comunidade local.

info: http://ecosal-atlantis.ua.pt/

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Salgado da Figueira da Foz


FIGUEIRA DA FOZ (Portugal): Salinas.

A exploração de Sal no Estuário do Mondego foi uma das principais actividades económicas da Figueira da Foz. A tipologia das salinas e a tecnologia de produção assumem nestas marinhas de sal determinadas especificidades que não se verificam noutras regiões salineiras de Portugal e da Europa, tendo sobrevivido até aos nossos dias uma técnica artesanal, extremamente cuidada e bem adaptada ao meio.

Em meados deste século, o salgado da Figueira da Foz tinha um total de 229 marinhas de sal, distribuídas pela Ilha da Morraceira (141 marinhas numa superfície de 519 hectares), pela margem esquerda do Braço Sul e Ínsua D. José (71 marinhas numa superfície de 249 hectares) e na margem direita do Braço Norte (17 marinhas ocupando cerca de 30 hectares). Regista-se ainda que 86 marinhas eram navegáveis em todas as marés, 63 em meias marés e 60 apenas em marés vivas; havendo ainda 20 marinhas que podiam ser servidas somente por terra.

 Passamos então, de uma situação em que o sal representava a coluna dorsal das actividades do estuário, envolvendo directamente centenas de pessoas – em meados do século, o número de proprietários era de 300 e o de operários de 1.300, sendo 500 homens e mulheres (S. Dionisio, 1945) – para as condições presentes em que se calcula existirem entre 40 a 50 marinhas de sal a funcionarem deficientemente.

A marinha de sal representa, por si só, um extraordinário legado cultural, para além do valor do produto que dela se extrai. A sua organização interna, funcionamento e trabalho específico do marnoto merecem bem o devido aprofundamento da investigação.

A sustentabilidade da zona húmida estuarina tem de passar pela manutenção da activiade da salicultura em marinhas tradicionais que, entre muitas funções positivas, proporciona a existência de locais privilegiados do ponto de vista paisagístico e da biodiversidade, sem impactes ecológicos negativos e até com contributos para a qualidade ambiental. Neste aspecto, destaca-se o papel da renovação da água mareal nos reservatórios protegidos, dando origem a grande número de espécies da macrofauna bentónica que são imprescindíveis para a sobrevivência de muitas outras espécies e constituem importante fonte de recurso para a comunidade local.

info: http://ecosal-atlantis.ua.pt/

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Salinas da Figueira da Foz

FIGUEIRA DA FOZ (Portugal): Salinas.

As Salinas da Figueira da Foz situam-se no estuário do rio Mondego, repartindo-se pelo braço sul do rio e pela Ilha da Morraceira.
A tipologia das salinas da Figueira corresponde a pequenas unidades com uma grande quantidade de compartimentos, ligados por uma intrincada rede de canais.
Durante muito tempo estas Salinas foram uma das principais actividades económicas da Figueira, hoje seu legado histórico e cultural.
Um aspecto característico do salgado da Figueira da Foz é a existência dos típicos armazéns do sal, construções em madeira, assentes numa plataforma, com capacidade para armazenar entre 150 a 200 toneladas de sal, servindo igualmente de abrigo aos salineiros (marnoteiros ou marnotos). Hoje alguns encontram-se em ruínas.
Para salvaguardar este importante património foi criado nas Salinas da Figueira da Foz um museu, um percurso pedestre de três quilómetros e um passeio turístico de barco. Estas três opções permitem aprofundar conhecimentos sobre esta prática tão antiga, que caracterizou a paisagem da Figueira por muitos anos, e que hoje se quer conservada.
info: http://www.guiadacidade.pt/

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